Eu
me chamo Francineide Figuereiredo de Albuquerque, tenho 34 anos, e todos me
chamam de Franci. Nasci no dia 02 de marco de 1977 em Rio Branco – Acre. Mamãe
me pariu em casa e embora tenha passado um pouco da hora, ela conta que eu era
grande, saudável e faminta, pois, queria comer as mãos.
Morei ate os três anos no Bairro Sobral e a
nossa casa ficava as margens do Rio Acre e dizem que quando chovia na época das
enchentes a água chegava próximo da nossa casa.
Trabalho
na Escola Padre Diogo Feijó, como professora do Projeto Poronga, minha
clientela são os alunos que estão em distorção idade- serie. O meu horário e
matutino e tenho 34 alunos que estudarão comigo por dois anos.
O
lugar onde nasci como mencionei no inicio, ficava bem próximo da margem do Rio
Acre e era uma casa de madeira de três
cômodos, sala, cozinha e um quarto. Não tinha água encanada e nem banheiro
interno. Na verdade o banheiro (tomar banho) e a privada (necessidades),
ficavam no fundo do quintal e ao lado tinha uma tabua de lavar roupas.
Morávamos
próximos da delegacia, de uma escola, de áreas verdes e todas as casas do
bairro eram de madeira e muito humildes quase todas iguais a minha e outras bem
precárias, pois as pessoas que residiam eram pobres.
Hoje,
já se passaram mais de trinta anos e por mais que não more mais nesse bairro,
percebo que ocorreram muitas mudanças sendo possível verificar que as casas já
apresentam outras arquiteturas, são de alvenaria, com áreas gradeadas e com ate
dois carros na garagem. As escolas foram ampliadas, com quadra, área de estar,
biblioteca com ar condicionado, auditório. Já a delegacia também foi ampliada
sua estrutura, com maior numero de profissionais e carros para atender as
necessidades da população do bairro.
Naquela
época as pessoas não tinham uma preocupação com o ambiente, porque o esgoto era
jogado no Rio Acre que fazia parte de nosso quintal, sem contar que os lixos
como: latas, caixas, sapatos velhos, carcaça de geladeira e fogão eram jogados
no fundo quintal ou dentro do próprio Rio Acre. As pessoas não tinham uma
preocupação em separar os lixos em sacolas o que dirá em caixas de coletas ou a
outra alternativa era pegar o lixo domestico e o papel higiênico e queimar
tudo, pois assim erroneamente se livrava logo desse lixo incômodo.
As
pessoas por mais que tomassem as atitudes acima destinando o lixo erroneamente,
não conseguiam ter uma visão ampla de que a forma como cada família agia
comprometia toda a área, pois, o lixo acumulado poluía os solos ou queimado
acabava poluindo o meio ambiente, exalando uma fumaça fétida e comprometendo a
qualidade de vida das pessoas que moravam naquele bairro.
Olhando
para o passado consigo estabelecer uma relação eqüidistante, claro que não
desejo que o passado volte, porque nossa relação com o meio ambiente era
desastrosa. Não tínhamos consciência de que o tempo e a forma como vivíamos era
preponderante para determinar o nosso futuro.
E
hoje a natureza vem desapontando vários episódios durante o ano, e possível ver
que continuamos tendo uma postura errada em relação ao meio ambiente, porque
por mais que hoje existam as campanhas educativas, as coletas seletivas, a
disciplina ecologia, nos ainda sim, precisamos entender que e hoje o dia, não
podemos deixar para amanha, precisamos educar nossos filhos e sermos educados
também, a começar pelas pequenas atitudes como não jogar lixo na rua, separar o
lixo corretamente, apagar as luzes mesmo que seja você quem pague, gastar pouca
água, andar a pe, comprar somente o necessário, em fim, evitar o desperdício.
Quando
fiz a minha Pegada Ecológica, fiquei estarrecida e envergonhada, não imaginava
que minhas atitudes diante do meio ambiente era destruidora. Hoje consigo rever
meus conceitos e atitudes, pois sei que posso melhorar, posso educar e ser uma
cidadã atuante para termos um planeta mais limpo e propicio para mim e para as
gerações futuras.
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