quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Biografia Ecológica



Eu me chamo Francineide Figuereiredo de Albuquerque, tenho 34 anos, e todos me chamam de Franci. Nasci no dia 02 de marco de 1977 em Rio Branco – Acre. Mamãe me pariu em casa e embora tenha passado um pouco da hora, ela conta que eu era grande, saudável e faminta, pois, queria comer as mãos.
 Morei ate os três anos no Bairro Sobral e a nossa casa ficava as margens do Rio Acre e dizem que quando chovia na época das enchentes a água chegava próximo da nossa casa.
Trabalho na Escola Padre Diogo Feijó, como professora do Projeto Poronga, minha clientela são os alunos que estão em distorção idade- serie. O meu horário e matutino e tenho 34 alunos que estudarão comigo por dois anos.
O lugar onde nasci como mencionei no inicio, ficava bem próximo da margem do Rio Acre  e era uma casa de madeira de três cômodos, sala, cozinha e um quarto. Não tinha água encanada e nem banheiro interno. Na verdade o banheiro (tomar banho) e a privada (necessidades), ficavam no fundo do quintal e ao lado tinha uma tabua de lavar roupas.
Morávamos próximos da delegacia, de uma escola, de áreas verdes e todas as casas do bairro eram de madeira e muito humildes quase todas iguais a minha e outras bem precárias, pois as pessoas que residiam eram pobres.
Hoje, já se passaram mais de trinta anos e por mais que não more mais nesse bairro, percebo que ocorreram muitas mudanças sendo possível verificar que as casas já apresentam outras arquiteturas, são de alvenaria, com áreas gradeadas e com ate dois carros na garagem. As escolas foram ampliadas, com quadra, área de estar, biblioteca com ar condicionado, auditório. Já a delegacia também foi ampliada sua estrutura, com maior numero de profissionais e carros para atender as necessidades da população do bairro.
Naquela época as pessoas não tinham uma preocupação com o ambiente, porque o esgoto era jogado no Rio Acre que fazia parte de nosso quintal, sem contar que os lixos como: latas, caixas, sapatos velhos, carcaça de geladeira e fogão eram jogados no fundo quintal ou dentro do próprio Rio Acre. As pessoas não tinham uma preocupação em separar os lixos em sacolas o que dirá em caixas de coletas ou a outra alternativa era pegar o lixo domestico e o papel higiênico e queimar tudo, pois assim erroneamente se livrava logo desse lixo incômodo.
As pessoas por mais que tomassem as atitudes acima destinando o lixo erroneamente, não conseguiam ter uma visão ampla de que a forma como cada família agia comprometia toda a área, pois, o lixo acumulado poluía os solos ou queimado acabava poluindo o meio ambiente, exalando uma fumaça fétida e comprometendo a qualidade de vida das pessoas que moravam naquele bairro.
Olhando para o passado consigo estabelecer uma relação eqüidistante, claro que não desejo que o passado volte, porque nossa relação com o meio ambiente era desastrosa. Não tínhamos consciência de que o tempo e a forma como vivíamos era preponderante para determinar o nosso futuro.
E hoje a natureza vem desapontando vários episódios durante o ano, e possível ver que continuamos tendo uma postura errada em relação ao meio ambiente, porque por mais que hoje existam as campanhas educativas, as coletas seletivas, a disciplina ecologia, nos ainda sim, precisamos entender que e hoje o dia, não podemos deixar para amanha, precisamos educar nossos filhos e sermos educados também, a começar pelas pequenas atitudes como não jogar lixo na rua, separar o lixo corretamente, apagar as luzes mesmo que seja você quem pague, gastar pouca água, andar a pe, comprar somente o necessário, em fim,  evitar o desperdício.
Quando fiz a minha Pegada Ecológica, fiquei estarrecida e envergonhada, não imaginava que minhas atitudes diante do meio ambiente era destruidora. Hoje consigo rever meus conceitos e atitudes, pois sei que posso melhorar, posso educar e ser uma cidadã atuante para termos um planeta mais limpo e propicio para mim e para as gerações futuras.

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